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Para Dayanne

A gente sempre se via no corredor, nós tocando e brincando, ela desenhando, comentando, sorrindo. Depois passamos a vê-la na enfermaria em todas as nossas visitas. Sempre com sua mãe, a mesma cara e a mesma simpatia.
Dayanne com uma inteligência fantástica mostrava que podia ser escritora, desenhista, estilista, bailarina, o que pintasse...
E pintava pizzas, bolos e sanduíches que queríamos comer. Fazia roupas da moda pras bonecas que podíamos namorar ou conhecer. Pintava sempre colorido.
E tirava as histórias mirabolantes das quais eu acabava sempre fazendo parte. Eram novelas malucas na qual eu, Simplício ou Totó fazíamos mil artimanhas e  comíamos tudo o que tinha na festa, saíamos com a mulher do outro, íamos ao espaço.
E o pai do Simplício (coincidentemente pai da Dayanne também) foi nosso amigo mais recém apresentado. Tinha aquele rosto tímido e aberto de gente boa, de amigão, e entrou no nosso jogo assumindo a paternidade do meu amigo palhaço.
Minha lembrança de nosso último encontro foi vê-lo com olhos marejados e o sorriso próprio daquela família, sempre generoso, pedindo pra que a gente entrasse no CTI e cantasse uma música pra ela. Fomos.
Rayanne partiu numa madrugada, num final-de-semana, deve estar num mundo de cores e sabores como um daqueles que pintava. Quem sabe está até piscando pra nós, em algum lugar da galáxia, com aquele sorriso maroto.
Beijo,
Adamastor

Colecionadora de Parabéns!


Não era o meu Hospital - o meu Salgadinho; não era o meu partner - o meu Totózinho, mas era o meu dia - o meu aniversário. Em mim havia uma festa. Parafraseando Inácio, estava toda brigadeiro, toda cajuzinho. Aniversariava saltitante pelos corredores do IPPMG. Sorrisinho trancado que doía o maxilar. Viva eu! Êêê! Urrruu... Mas... Peraí... Ninguém, além de Simplício, sabia que estava toda assoprando velas... Lembrei do conselho do meu Tio Avô Everaldo: “a montanha da propaganda é alma de Maomé”. Nunca entendi esse conselho. Enfim, resolvi tomar uma atitude enérgica que só em casos emergenciais somos capazes, eficazes, vorazes e gazes: fiz uma propaganda intensa de parabenização a mim mesma. No final do dia tinha angariado, nada mais que 38 parabenzes, sem contar os repetidos...  Alguns foram agudiiiinhos, outros cansados; tinha os que vinham seguidos de abraços e beijos e também os musicais. Ganhei parabéns através das baias e alguns vestidos de jaleco branco. Foram parabenzes de todos os tipos e qualidade. Como dizia meu tio avô: “De pedra mole em água dura, tanto enche que fura o papo da galinha”. Seja lá o que ele quis dizer com isso.

Por Charlote, a colecionadora de parabenzes.
Fotos do Bloco Carnavalesco BREQUE NO PIRIPAQUE 2010



(fotos de Leo Miranda)

Saúde pra dar e vender!


DEZEMBRO DE 2009

Queridos todos,
O que seguirá a seguir são palavras! Estão surpresos? Espero que não, pois é desta matéria prima que são feitos nossos relatórios. E neste, que se iniciou, teremos relatos relatados por todos os Doutores Palhaços e seus hospitais de atuação. Será também um relatório natalino, ano novino, pois é chegada a época de rabanadas, peru, salada de batata, farofa, pavê, musse de maracujá, cidra, cerveja, refrigerante, amigo oculto, presente, lembrancinha, dívidas, sabonete novo, meia nova, contagem regressiva, fogos, pedidos, agradecimentos, promessas, dietas, metas, lentilhas, 7 uvas, 7 ondas, branco... E claro, as boas e velhas ressaca e azia que nos assolam no dia primeiro do ano que nasceu. Portanto queridos leitores e leitoras, Feliz leitura para vocês!


Os Gerais Adamastor e Cucaracha e seu HGB
Este é o nosso parágrafo! Este é o nosso parágrafo! Com vocês o parágrafo do Hospital Geral (Federal para os mais atualizados) Bem Sucedido (ou de Bonsucesso, o que é a mesma coisa).
Queridos e queridas, aqui estamos com tremenda alegria, tremendo de alegria… Depois da nossa memorável, carismática, emblemática, apresentação do Troca de Plantão no dia 11/11 às 11 horas da manhã. Coincidência? Hum!!! Tanto 11 junto só pode significar uma coisa: É! Eu também não faço idéia!!! Contamos com uma multidão na plateia, que foi em carinho e aplausos tão quente quanto o próprio dia, ou seja, muuuuuito quenteeee...
Nossos pacientes e amigos estavam lá! E se não acredita, pergunte pra Juliane, com seus óculos rosa de florzinhas, chiquerésimos! Ou para o nosso querido anticutuquento (sim, ele nos defende do terrível vírus ticutucus anonimus que assola a enfermaria B) – Eles acompanharam de perto tão notável acontecimento.
E não queríamos nos despedirmosnos sem antes agradecermosnos pelos biombosnos que foramnos emprestadosnos para a apresentação do Troca de Plantão dos dias 5 e 6 de dezembro! Adamastor e eu, Cucaracha, fomos escada acima e escada abaixo pelo prédio 4, do escritório do seu Maurício da engenharia, pro escritório da Dra Sandra, que estava em reunião, que vai falar com a Leila, que autoriza, que volta pro Maurício, que pergunta se pode, se tem lá no depósito, que tem só dois, que precisamos de quatro, que se empresta de outros lados, que sim, que pode, que liga, que retorna, que vem pegar, que quando, que na sexta, que na segunda, que devolve que dia, que a carta de que tirou, que a carta de que devolveu, que… Amigos, em tempo recorde, CONSEGUIMOSSSSSSSSS!!!! Os quatro biombos estavam lá, testemunhando tudo pra contar lá em Bonsucesso como foi o espetáculo!!! E testemunhando também o carinho com que fomos tratados neste ano todo por nossos queridos Bonsucedianos…Obrigados amigos!!!


IPPMG, HUPE e os Ernestos Ipepenses Shei-lá e Totó
É! Mais um ano se vai, e nesse momento festivo surgem, repentinamente, momentos de reflexão, e nas lembranças do meu ano profissional fui um médico-palhaço muito requisitado, tive a oportunidade de trabalhar em dois hospitais, o IPPMG e o HUPE - dois hospitais universitários! Minha memória que é tão enrolada quanto os cachos dos meus cabelos não me permite citar nomes de residentes, profissionais de tantas e tantas equipes que compõem cada um destes hospitais com seus setores, divisões, salas, consultórios e enfermarias, mas, permite lembrar-me do que é singular! Criança! Como estamos falando de hospitais pediátricos poderia ser redundante falar de criança, mas não é. Faz cinco anos que trabalho de palhaço em hospital, e até hoje me surpreende a força para brincar, a disponibilidade para a alegria, independente de circunstância, quadro ou delicadeza do momento. Como artista e palhaço desejo uma intervenção transgressora, e sempre que entro na enfermaria para atuar essa palavra – transgressão - é redimensionada. Como entender que é possível que alguém em meio a dor, e em alguns casos que atendemos é dor mesmo, possa assim que vê nossa figura reagir com cumplicidade e apontar uma história, ou rotina já desenvolvida e desta maneira nos convida a brincar? Foi um ano de despedidas, de ver alguns indo, e de uma certa maneira fica o consolo de imaginar um descanso da dureza que eles pegaram por aqui. Vi também residentes indo embora, me emociona quando entramos numa freqüência difícil e repentinamente nos tornamos confidentes, e algumas vezes isso se dá por palavras, questões pessoais, dúvidas fragilidades, sonhos e expectativas de alunos e profissionais que passam a ser tratados por um ser que esta ali para bagunçar. Quem sabe não é justamente um ponto de vista bagunçado que eles procuram? O tempo vai passando, vamos ganhando afinidades, criando códigos e de repente numa troca de olhar já estamos nos comunicando e dizendo muitas coisas sem nem dizer alguma palavra!
Festa! Nos hospitais tem festa para chuchu! De aniversário, despedida, boas vindas, de alguma realização, transplante que chega, casamento, promoção... Sorte sempre termos o que comemorar e mesmo que não houvesse, acho que inventaríamos! Esse ano ainda teve a Gripe Suína, que nos fez sumir das enfermarias - esclareço que isso foi uma orientação de todos os hospitais onde atuamos! O trabalho aumentando, a desinformação comendo solta, o estado de pânico na população, a máquina nem sempre funciona bem e o cobertor curto ou cobre a cabeça ou os pés, e meus amigos profissionais re-inventam suas maneiras de trabalhar, uns com bom humor, outros com melancolia e tem aqueles que, humanamente, não aguentam.
Queria contabilizar todas as vezes que ouvi ser gritada a expressão: Palhaço! Ou meu nome mesmo: Totó! Invariavelmente seguida de um abraço!
Bem... O ano não foi dos mais fáceis, mas valeu à pena! Tô indo de férias - praia, filho, mengão hexa e todas as obviedades possíveis. Espero recarregar as baterias e que 2010 venha com mais espetáculos, palhaços nas enfermarias bagunçando tudo e encontros potentes e transformadores, tanto para o lado de lá quanto para o lado de cá, assim vamos colorindo o dia a dia, meses e quando dou por mim... Último relatório do ano!
Beijo Grande
Totó!


Os Palhaços Servidores Inácio e Simplício do HSE
Papai Noel existe, ele estava percorrendo os corredores do HSE. E Dr. Simplício espalhou pra todo mundo que ele, o Bom Velhinho, não toma banho. Já eu, Dr. Inácio, explico o porque: lógico que o Bom Velhinho não toma banho porque lá no desgelo do Pólo não tem água só tem gelo. Mas fofo ele é. Será que o Papai Noel conseguiu passar pela porta dos quartos?
O pequeno balanço do ano – pequeno, pois o grande é mais caro:
O Luiz Henrique mudou de quarto. A Cida não mudou de shampoo. A Lu continua Lu. O Dr. Dudu continua de férias. A baixinha da limpeza cresceu alguns centímetros. A Dra. Camile ainda não casou. A Enfermeira Raquel não é irmã da Ruth. A enfermeira Jô ganhou na loteria. O Dr. Fabiano vai passar as férias em Porto Alegre. Eu quero ir pro Acre na aldeia do indiozinho Francisco daime forças para 2010.


Os Filhos do Salgado HMSF Provisório e Invólucro

Tudo novo! Sim, este fim de ano foi uma verdadeira surpresa, conheci me perdendo dentro do Hospital Salgado Filho, ele e suas escadas, elevadores, trens enfim tudo e muito mais - o 457 que o diga. E no meio de tudo isto eu e o grande Provisório me orientando, de como me portar em tão grande e variado hospital e para onde ir. E me apresentou várias mães, crianças, pais e enfermeiras. Mas a que vou falar agora, sem citar nomes, ela tem uma forma de agir peculiar, aliás ela ia adorar a palavra peculiar, é a cara dela. Parece dura, mas não é. Parece que está com raiva e se diverte. Quer saber de tudo e não é fofoqueira. E fica oferecendo coisas da geladeira tipo H2O, isso mesmo e o Provisório sempre bebe. Agora ela já me conhece, já falamos de cabelo, número de crianças - de tudo ou quase. Sim, porque no dia que ela souber ou suspeitar da moça do CTI e o Provisório,... não quero nem estar perto do Méier.
Bem, como o Invólucro revelou a minha bigamia, pois meu amor reside no sexto e primeiro andares do Salgado, deixo claro, que assim como há abundância no meu cabelo, no meu corpo, há também no meu amor. Mirian e Adalgisa, vocês são minhas musas! E já que estou escancarando meu coração, Marisol, mesmo te vendo pouco, você também é minha musa! Sim, sou uma espécie de Vinicius de Moraes dos hospitais! E nada melhor do que citá-lo neste pequeno parágrafo amoroso:
“Amai, porque nada melhor para a saúde que um amor correspondido.”
Portanto, como diz a grande Palhaça Leonoura: “Amem!”
Salgados, muito obrigado! E até 2010!



Queridos todos,
Neste parágrafo encontramos o fim deste relatório que também se pretende despedir-se do ano que se finda. Inevitável o agradecimento pela parceria, pelo compromisso, pela ética, pela força, pela fé, que todos vocês dedicaram aos Doutores Palhaços. Isso não tem crise financeira que destrua. Sigamos para o km 2010 de nossas inquietantes vidas com o propósito de continuarmos a cuidar da saúde pública carioca.
Boa rabanada para todos!
Adeus ano velho, FELIZ E SAUDÁVEL ano novo!

Do fundo dos nossos narizes,

Doutores Palhaços
Cesar Tavares, Cris Brasil, Daniela Fontan, Diogo Cardoso, Eber Inácio, Flávia Reis, Florência Santangelo, Guilherme Miranda, Julia Schaeffer, Kadu Garcia e Marcos Camelo.

Relatório Junho - Hospital IPPMG - Fundão

Quem é vivo sempre aparece, dizem...
Nem sempre!
Meu último namorado era vivo e me deixou na festa de noivado a ver bolinhos!
Devidamente recuperada do trauma, sempre me assusto quando escuto esta frase: quem é vivo sempre aparece! Chega a espantar as bolinhas do meu vestido!

O fato é que tenho escutado esta frase nos corredores do querido Martagão Gesteira... Voltei sim ao IPPMG: por pura saudade, por vontade de rever os amigos, para entrar pela primeira vez no CTI, para poder estar na inauguração da Emergência, para visitar a Carlinha, para bater papo com a Dra. Simone no almoço, para supervisionar o Adamastor e a Azeitona, por desejo de repensar esta função de atuar como palhaça em hospitais!
Me lembro que quando começamos a atuar no IPPMG - nós, os DOUTORES PALHAÇOS - contávamos com poucas iniciativas no âmbito da humanização hospitalar. Tínhamos poucos parceiros! Este conceito, que virou agora programa do SUS, cresceu bastante, junto com outras práticas que certamente têm transformado as relações dentro de muitos hospitais brasileiros.
Mas em 1995, éramos somente eu (Dra Nena que vos escreve), Dra. Leonoura, Dr. Socó e Dr. Quequéu! Este último foi para a Alemanha e deu espaço para que o Dr. Escrich entrasse na equipe. Atuamos 3 anos como DOUTORES PALHAÇOS, da Theodora Fundation, depois durante 10 anos como Doutores da Alegria e em novembro de 2008 voltamos ao nome original – DOUTORES PALHAÇOS.
Ou seja, são 14 anos de pura palhaçada no IPPMG!! Estamos quase debutando!!!!!!
A equipe dos DOUTORES PALHAÇOS também cresceu e conta agora com 10 artistas em 5 hospitais da cidade!
E esta proximidade dos 15 anos de idade me fez voltar ao Instituto e refletir, refletir, refletir, refletir... Agora leio filósofos, discuto com profissionais de saúde, com professores de profissionais de saúde e com grandes palhaços, é claro! Ontem saiu uma fumacinha da minha cabeça e pra eu não pegar fogo sozinha, coloquei logo um pedaço do que pensava aqui neste relatório... Olha onde meu nariz vermelho abusado tem me levado:

“... por um lado a vida ativando o pensamento, por outro o pensamento afirmando a vida. Ora o passo de uma, ora o passo do outro. Jogo lúdico do tempo brincando com seus elementos, como uma criança que move as peças de seu jogo. Ora um lance da vida, ora um lance do pensamento. Ora a vida ultrapassando os limites do pensamento, ora o pensamento ultrapassando os limites da vida. Ora os encontros ou misturas de corpos desterritorializando as maneiras de pensar, ora os modos afirmativos de pensamento desterritorializando os modos de agir. Jogo alegre, ativo e afirmativo do tempo, que acontece no seio da diferença dos corpos (...) Jogo leve a alegre da dança dos fluxos nômades que acontece no campo do Acaso, longe, à boa distância da segurança das fixações sedentárias da razão negativa e das vidas reativas.” – Saúde, desejo e pensamento – Políticas do desejo – Ed. HUCITEC.

Se você não entendeu patavinas do que está escrito acima, pergunte à Dra. Azeitona que ela explica com mímica, desenho e musiquinha! Vale à pena!!!
No mais, sigo me divertindo com as crianças do Instituto que sempre inventam invencionices inimagináveis com os palhaços...
Outro dia um menino olhou para Dra. Nena e gritou: - eu peeeeeeiiiido! O que dizer desta cena no meio do corredor do hospital? Ele tinha algo preso e precisava colocar para fora, é claro! Pareceu mais aliviado depois...
Teve um dia que atendíamos um menino com ‘cruzite de pernas’. Aí ele nos ajudava a entender o problema junto com a mãe. O problema se agravava a cada tentativa de correção dos Doutores Palhaços – a ‘cruzite de pernas’ transformava-se em ‘riso frouxo’. Quando seguíamos com a consulta, um colega de trabalho, médico, entrou na minha frente e começou a falar com a mãe e com o paciente. Por um instante achei que ele entendesse muito de ‘cruzite de pernas‘ ou ‘riso frouxo’ e iria nos ajudar. Mas ele falava de um outro assunto, ou seja, o caso ficava mais grave: além das duas já citadas patologias instantâneas da criança, os palhaços haviam se tornado invisíveis! Coloquei meu super bigode de pessoa séria e inteligente, a criança continuava a me olhar, o médico ainda não conseguia me ver. Insisti. Atrás do médico eu falava tão sério quanto ele a ponto de conseguir absorver um pouco da sua aura. A essa altura, a mãe também já me via. Quando o médico – colega - viu que a mãe e a criança me olhavam por trás de seus ombros, virou-se para mim! Que alegria que senti naquele momento! Como descrever? Ele me cumprimentou, sem mesmo me olhar, mas mesmo assim, num passe de mágica, eu voltei a existir! Que alívio - esta patologia às vezes dura para sempre, mas quase sempre é reversível.
Teve também um médico – colega – que me chamou no leito de uma paciente que estava atendendo, e juntos tentávamos explicar a ela porque ela não teria alta. Mas isso já é caso para outro relatório...

(No mês que vem dou espaço para Azeitona e Adasmator escreverem mais um pouquinho!)

Um forte abraço, caro leitor (a),

Dra. Nena (Flávia Reis)

Relatório Federal de Abril 2009

Brasil, Abril de 2009!

Olá caros e baratos ouvintes, ou leitores, melhor dizendo, este é o nosso relatório que relata.
Neste momento estamos percorrendo o Brasil todo com o espetáculo Inventário.
Rompendo a barreira do Méier, ultrapassando o samba da Vila Isabel, voando numa boa além da Gamboa, rodando geral depois de Bonsucesso, navegando por Ilhas e Fundões do Brasil. Teremos que ser breves para contarmos um pouco de cada hospital, a tal da “rede” (que não é de pesca, nem de cochilar) da qual fazemos parte ligando todos os 5 hospitais: HGB – HSE – HUPE – IPPMG – Salgado Filho

Doutores Palhaços tomam doses de avião e viajam!

Os quatro palhaços viajantes – Tótó, Leonoura, Nena e Invólocro – seguiram numa aventura de dar inveja! Vão circular o Brasil com o espetáculo “Inventário”. A peça conta as estórias vividas pelos Doutores Palhaços nos hospitais.

“Pois é...
Estamos agora em Chapecó - oeste de Santa Catarina.
Fazemos apresentações todos os dias da semana pra uma platéia de 400 pessoas aproximadamente. Estamos cansados e felizes por passar por tanta cidade, conhecer tanta gente.
Depois da peça tem bate papo e sempre tem grupos que fazem um trabalho “igual” ao dos Doutores Palhaços em hospitais. Na sequência vem a pergunta:
- Como vocês fazem para atuar num hospital? Tem alguma dica para dar?
Ficamos pensando...
O nosso jeito de atuar diz respeito ao jeito de cada um de nós... (Tem como comparar o Provisório com o Invólocro? A Cucaracha com a Batuca?)
O que o grupo tem em comum é a dedicação e a pesquisa continuada sobre a linguagem do palhaço, seu ofício, e a busca por uma escuta refinada com os hospitais parceiros.
Se eu disser a um médico cirurgião:
- Eu também sou cirurgiã e gostaria de fazer um transplante num paciente. Você poderia me dar uma dica?
Vixe! Coitado do paciente!
Já estão batendo aqui na porta. Hora de sai para Concórdia!



Enquanto isto em Vila Isabel, no HUPE, o Pedrão,a Ernesta Dr. Shei-lá nos relata na lata sobre as visitas com os pacientes no HUPE:

“... a cada dia tem ido um doutor novo a acompanhar-me, um verdadeiro rodízio de apresentações e procedimentos, por sinal desastrosos! Estão em fase de teste e eu, Dr. Shei lá , os estou testando. Alguns já estão manifestando suas opiniões e preferências e os outros se quiserem podem se manifestar... Eu escuto, ouço, porém no fim das contas quem vai decidir sou eu, pois a paciência do dia a dia será minha mesmo! Enfim...
Tem o Dr; Adamastor com sua sábia bobeira e cavaquinho que só toca músicas infames, tem o Dr Simplício, já conhecido que arrasa corações com seus cambitos finos e listrados, como perninhas de Aedes (aquele musquitim perigoso da dengue) e Dr. Troty, com a lancha que traz nos pés, seu largo abdom... Conhecimento, seu apetite voraz a todos os almoços de pacientes e seu violãozinho que não para de tocar!!!. Desculpe senhores, ele não se toca!! Pra terminar, teve também o Dr. Inácio, que parece que não apareceu mais pois ouvi reclamações que ele estava perdido sem saber se estava ali pra comer a comida dos pacientes, para se consultar sobre sua queda de cabelos e ainda perguntando a todos os residentes aonde eles tinham estudado, se na Gama, na Estácio ou na Veiga! Vê-se pode! E quanto a mim, só tenho a dizer uma coisa: EU NÃO ESTAVA GRÁVIDA! EU NÃO SOU A CUCARACHA, MEU CABELO É A ÚNICA SEMELHANÇA COM A DRA JÁ CITADA, E QUE MEU NOME É SHEI-LÁ, QUE COISA SHATA, QUE SHACO!!!!!!!!! Ai, pronto, falei! ...
Não é nada pessoal, tá pessoal?... Bem, até o próximo!!”
Dr. Shei-lá


Próxima parada: Gamboa! Viagem numa boa!

“Os Doutores Inácio Isvarovisqui e Simplício do Hospital dos Servidores do Estado foram servidos por muitos feriados neste mês de abril. Eles viajaram muito muito para a Gamboa. Eis aqui o diário de bordo deles:
Abril. Fechou. Abril. Fechou. Abril Fechou. Abril foi um mês GLICOSADO de tão bom. Teve feriado, muita revista de mulher... mulher ... mulher maquiada pela Dona Avon. Dr. Inácio Isvarovisqui quer se casar com essa tal de Dona Avón, rica, cheirosa, gostosa, uiuiui! Já o Dr. Simplício questionou se ela não tinha idade mais próxima com seu Avôn.
Fora isso, em Abril tivemos muito feriado, e muita fofoca! Não de nossa parte, quem disse isso foi a paciente Suellen da pediatria que não para de passear fofocando com a Vitória pelos corredores, pra lá pra cá pra lá pra cá pra lá pra cá pra lá pra cá pra lá......... E por falar em corredor, ele não tem corrido, tem ficado lá, cabisbaixo, paradão, porém quem não ficou parada foi a Dra Camila, pois nesses dias ao chegar no hospital com bafo de cana, escorregou, caiu e bateu o pandeiro no chão. Dizem as más línguas que ela estava anestesiada (do samba da noite anterior), mas ela jura que o chão estava molhado. Também com seu sapato-cobra, não dá para ficar em pé! Cobra venenosa...

Resultados de pesquisa científica do mês Abril Fechou no HSE:


Camila e Camile começa com k de kasadas (pesquisa encerrada )

Jô e Jamile começa com g de gatas (pesquisa em andamento, vamos aprofundar mais, talvez um Caso Clínico para o Dr. Simplício, mas que possa resultar num relacionamento mais sério).


Após trabalharmos intensamente no feriado, descobrimos enfim, a DEXA!!
A DexametaZona, é uma zona do Texas. Zona relacionada a geografia, que fique bem claro. Façam suas reservas em vão curtir o cóide!!”

CURSOS DA PEDIATRIA NO HSE

Já estão rolando os cursos na Pediatria do HSE. São eles:
Emergências Pediátricas. Dermatologia. Reumatologia. Neurologia. Endocrinologia. Dias: Quintas e sextas. A coordenação é do Dr. Gil Simões Batista, Mônica Soares e Gláucia Macedo.
Inscrições e informações – 22913131 ramal 3373


Dr. Adamastor com Dra. Batuca e Dr. Provisório dando uma geral por Bonsucesso.

“Pois é, Dr. Invólucro foi viajar o Brasil com a peça “Inventário”. Bem sei que está também aproveitando para distribuir galanteios e novas conquistas, comendo comidas típicas e bebendo caipirinhas com frutas da região.
Eu, pra variar, fiquei trabalhando no HGB! Não bastasse a labuta diária, recebi o redondo acompanhamento de Dra. Batuca (7 meses de melancia) e Dr. Provisório (período de gestação ainda não identificado). Os meus colegas de profissão me ajudam a identificar naquele complexo de prédios onde fica cada coisa.
Como chegar à hemodiálise e urologia, aonde ficam as veias e as velhas e, principalmente, qual é o caminho do almoço.
Estamos nos ambientando distribuindo muitas dosagens musicais que já dão profundo resultado: Nosso paciente Ricardo incorporou a dança do Dr. Invólucro, melhorando sua performance em 1.000%. Outro paciente, o João Victor, se emociona quando ouve o Bole-Bole... Conquistas médicas importantes.
As mães ainda não sabem se preferem Rock, funk ou pagode. Eu, cá pra nós, prefiro hinos: “Uma vez flamengo...”
Despeço-me e não prolongo-me,
Dr. Adamastor


Notícias salgadas do Salgado Méier!

ATENÇÃO! ATENÇÃO!
Renomados besteirologistas do Salgado Filho, Dr. Provisório e Dr ª Batuca, procuram atenciosamente o responsável pelo desenvolvimento irrefreável da barriga da Drª Batuca.
Algumas hipóteses para este fenômeno estão sendo pesquisadas:

1 – a convivência com Dr. Provisório
2 – um suco de melancia, que não foi coado, consumido por Drª Batuca nos arredores do Salgado Filho – suspeita-se que as sementes consumidas possam ter se dilatado na barriga da Batuca.
3 – o autor de uma carta recebida por Drª Batuca logo que chegou ao Salgadão. A mensagem possuía o seguinte conteúdo:

Te amo, te amo, é minha canção/e aqui começa o desatino/te amo, te amo meu pulmão, te amo minha videira, e se o amor é como o vinho/ és minha predileção/desde as mãos até os pés: és a taça do depois/ e a garrafa do destino./Te amo pelo direito e pelo avesso /e não tenho tom nem tino / para cantar-te minha canção, / minha canção que não tem fim. / Em meu violino que desentoa / te declara meu violino / que te amo, te amo minha violoncela,
minha mulherzinha escura e clara, / meu coração / minha dentadura, / minha claridade e colher, / meu sal da semana escura, / minha lua de janela clara.
Assinado: P.N.

Estamos divulgando este caso, pois suspeitamos que Drª Batuca possa explodir a qualquer momento. Solicitamos urgência caso saibam de alguma informação para contribuir na nossa investigação.


ÚLTIMA PARADA: A AZEITONA DO FUNDÃO!

Caros colegas e pacientes e familiares e auxiliares, enfim, TODA EQUIPE ippmgeniana, segue o perfil deste fruto ainda verde que anda circulando pelos seus corredores e enfermarias às quintas feiras, acompanhada do velho conhecido Dr. Adamastor. Para que a conheçam melhor e possam tecer suas roupas e opiniões, abaixo estão algumas perguntas respondidas por ela num patê-papo descompromissado. Elas revelam o íntimo desvendado de Azeitona: Brilhante intenso, como creolina. Só esqueci de perguntar se é com ou sem caroço... rsrs
Entrevistadora e comentarista: Dra Shei-lá.
Deleitem-se:

NOME: Azeitona

SOBRENOME: de Oliveira

PROFISSÃO: Médica bobóloga, besteirologista estagiária, psicóloga, encantadora de cavalos, nutricionista de minhocas (especializada na alimentação daquelas que ficam na cabeça, de madrugada), astrofísica, terapeuta holística e bolhística, phd flatologista (ciência que estuda os flatos-puns, traques, futes e afins), cabeleireira, manicure, bundalelêgista, e médium vidente, olfatente, paladarente e tatente (em todos os sentidos), cantora e secretária bilíngüe.
PERFIL: Perfeito. Nariz pequeno, maçãs delineadas, boca carnuda, cílios penteados. Cabelo moderno, com pioliporto e avião particular estrategicamente localizado no cucuruto para que se sintam livres os parasitas, que sempre voltam por afinidade.
SONHO: De valsa.
QUEM LEVARIA PARA UMA ILHA DESERTA: Doutor Adamastor. Levaria, deixaria lá e voltaria nadando rápido...
MELHOR LEMBRANÇA: Era uma manhã de quinta-feira. Eu esperava por ele de roupa amarela. O vento balançava meus cabelos e... Esqueci o resto... Peraí, tá na ponta do cérebro... Ai... E então... Poxa vida, me escapoliu... Falei disso um dia desses, caceta de agulha!!!!!
FILME: Rambo (me identifico)
COMIDA PREDILETA: Quentinha do IPPMG, de preferência a dos outros... Quando vem com carne moída, então, eu fico maluca!!!
UMA FRASE: "Gianeccini,eu só te usei, pára de ficar ligando lá pra casa, que eu já estou ficando com implicância!!!!"

Próxima parada! Maio de 2009!

Relatório Março - Hospital IPPMG - Fundão

Atenção Ipepegianos!!!
O bom filho à casa torna!
Eis-me aqui, de volta, mais belo e esbelto do que nunca (o que todos chamam de violãozinho)! Sim, eu: Dr. Tróty o “Sábio Coisanenhumologista”!!!
Médicos, médicas, enfermeiras, enfermeiros, residentes, residentas, aperfeiçoandos, aperfeiçoandas (e porque não as mais saidinhas imperfeiçoandas também), profissionais de saúde em geral, fofoqueiros de plantão, tranqüilizem-se! Estou aqui!! Estou entre vocês!!! Sou um de vocês (Bem, cabe ressaltar que essa é apenas uma força de expressão que visa, unicamente, a geração de certa sensação de conforto diante de minha forte presença)!!!!
Usem-me, abusem-me (no bom sentido)! Estou aqui!!!
Mas, como nem tudo neste mundo é exatamente da forma como desejamos, estarei ao longo desta jornada de 2009, em companhia de alguns idió... digo: esforçados assistentes!
Vocês já devem ter notado esses estrupí... digo: médicos assistentes ao meu lado, por aí. Freqüentemente são eles: Dra. Shei-Lá, Dr. Adamastor e... agora inventaram de mandar também uma tal de... Azeitona de Oliveira que, sabe-se lá de que empadinha caiu, né! Bem, empadinha, dinha mesmo... é um modo de dizer! Digamos que o número de convidados de sua festa aumentou de repente e você muda de idéia: em vez de pedir uma empadinha, você se vê obrigado, na última hora, a pedir um empadão! É por aí!
Tenhamos paciência!
Dra. Shei-Lá já é nossa velha conhecida. Abandonou aquele seu velho instrumento, bastante machucado de cordas e trouxe outro, menor e de caráter mais sopradítico gaitoso.
A mudança me pareceu um tanto quanto oportuna, pois, agora, toda vez que começa tocar, não pode mais falar e isso, na maioria das vezes, tem se mostrado muito, muito reconfortante para todos nós.
Dr. Adamastor... Bem, Dr. Adamastor...
Dr. Adamastor é um caso à parte! Grandes esforços estão sendo feitos em várias áreas, inclusive nas que têm grande espaço para churrasqueira, no sentido de desvendar sua forma de, digamos, existência mesmo!
A Coisanenhumologia Avançada há tempos analisa seus perdigotos na tentativa de encontrar algum Migratórius Neurôniuns e encontrar respostas para perguntas muito simples, tais como: Qual é sua origem? Qual é seu propósito? Por que, afinal, este ser está entre nós? Mas, até agora, nada! Só o que se sabe é que todos os seus Neurôniuns são do tipo Fixus Residentia, são ermitões e praticam o celibato!
Mas não nos exasperemos! Todos eles são profissionais bem esforçados (rs rs rs rs... Desculpem!) e teremos que dar um crédito, não é mesmo?!
Agora, podem ter certeza que eu os estarei orientando. Sempre!!! Para que todos nós, Ipepegianos de coração, tenhamos sempre o que há de melhor, de mais avançado, de mais... bacana, de mais... super... hiper... mega... muito bom!
Bem, depois deste breve relato, despeço-me aqui na promessa de, mensalmente, mantê-los informados a respeito desse nosso movimentado cotidiano besteirológico, vivido intensamente nesses amados corredores de nosso idolatrado, gostoso e vitaminado IPPMG!
Sem mais delongas:

Dr. Tróty G. Nhóqui.

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