Da série: Enigma do Salgado.
Na última terça-feira, havia algo de inusitado na pediatria do Hospital Salgado Filho: Simplício – trazendo novos ares, novas modas, novos olhares, novo ... Peraí... Onde estava Totó? A pergunta ecoou nos quatro cantos do Salgado Filho e ao final do trabalho podia-se ver uma enfermeira atormentada com essa questão. Muito foi especulado. Totó não teria ido porque...
(A) foi pego pela carrocinha
(B) está trocando a dentição e não pára de roer os móveis e as canelas
(C) teve audiência com o juiz para provar que era Totó antes do Toni Ramos
(D) desenvolveu uma alergia a ‘Charlotes’
(E) é uma tradição da família não trabalhar no 26º dia de outubro
(F) Todas as anteriores
Dilema do Salgado
dupla de rock. Ainda não sabem o que vão tocar, pra quem, pra que, quando,
como nem por que, mas já estão ensaiando o figurino. O próximo passo é
escolher o nome da dupla...
(A) Los Hernanes
(B) Pára-choque do Progresso
(C) Empreiteiros do Cariri
(D) Dê Brincos
(E) Biquinho Caladão
(F) Cães em Poses
(G) Ret Rot Rim Tim Tim
(I) Todas as anteriores
Enigma Resolvido!
formarão uma dupla roqueira. Eles foram convidados VIPs (“Vamos Inaugurar
Paineis”) na inauguração do Banner “radical” do Roda Gigante no Hospital
Salgado Filho. Ao final do evento, a multidão composta de 3 velhinhas e um
segurança gritava: “- Roda Gigante? Yeahhhh!”
Sim ou ... SIM!
Semana passada, nos corredores do Hospital Salgado Filho, podia-se ver Charlote e Totó vestidos de noivos. Depois de explicações confusas, o dilema permaneceu. ...
(A) Iam a uma Festa Junina fora de época
(B) Era um casamento surpresa para Totó
(C) Essa é a única maneira de Charlote se vestir de noiva
(D) Charlote quer deprimir Totó
(E) Totó está grávido e Charlote não foge das responsabilidades
(F) Teve um saldão na loja de fantasias
(G) Todas as anteriores
Salgado Fashion Week
1 – Combinar! Sim, caros leitores, essa coisa de que o sapato não combina com a blusa que não combina com o laço, que não tem nada a ver com a saia, nem muito menos com a meia... Assim não dá! Como diria o poeta: “cada um no seu quadrado”. Na minha enciclopédia da moda, quanto mais combinadinho, melhor!
2 – Use peças versáteis, você não sabe o que vai enfrentar pela frente... Vai que você é pedida em casamento no meio de um dia de trabalho! Precisa estar pronta pra isso.
3 – Seja criativo: escolha um tema inusitado. Pode ser algo como: vela de aniversário ou caldinho de feijão.
4 – Esteja sempre por dentro das efemérides. As datas comemorativas podem ditar o tom do seu figurino. Nada de prestigiar só o Verde e Amarelo na Copa... E o Dia do Fico? E o Dia da Secretária? E o Dia da Criação da Casa de Moeda?
Estar no ambiente de trabalho não é desculpa para ir de qualquer jeito... Que nada! É uma oportunidade para você mostrar ao mundo que ter bom gosto não é só privilégio de chocolate e strogonoff!
E o Palhaço, O Que É?
Nessa primeira leitura tenho a impressão que o hospital onde atuo é um enorme Fast Food e reforça o que temos de pior: Indiferença! Tudo é rápido, superficial e distante, e para um palhaço entrar num ambiente assim deveria ser provocador e potente, porém... Antes de tudo tem sido extremamente difícil, raramente rola um bom dia de trabalho, até hoje me lembro de dois bons dias, e só! Sou um bom palhaço carioca, com o coração batendo na sola do pé, corpo fechado, como qualquer caboclo, e sempre caminhando na picadilha, o que há então? A reflexão, e observação me trouxeram uma teoria: as crianças percebem como são tratadas, e mais que isso, se adaptam. Sim, elas entendem que são mais uma, não mais uma criança, mais uma enfermidade diante de tantas outras, uma veia para acesso, uma boca para pílula, um estomago para dieta e um nome para a ficha. No hospital onde atuo acontece uma grande rotatividade de pacientes, e isso só colabora para a frieza e mecanização nas relações, tudo vira uma funcionalidade, assim as pessoas perdem identidade e se tornam utensílios vivos, andam, falam, parecem estar vivas, porém há uma diferença entre viver e existir, e ali elas optaram por existir apenas, uma pena! O Palhaço nisso? Encontrar crianças com essa perspectiva de olhar, que param e, ao me verem se perguntam: Qual sua função? Como você funciona? Com que parte ou setor do meu corpo se relacionará? - Ah! O bom humor, então vou rir. Lá se foi a chance de se relacionar de verdade. Poderia me contentar com o riso, mas não é esse nosso papel por lá, como a natureza do nosso oficio está ligada ao improviso que nasce do encontro, da construção a partir da relação palhaço X criança, como criar junto com quem por hábito, moldado pelo vicio da relação funcional, optou em ser passivo? Se bobearmos estou apresentando cenas prontas e fugindo do que acredito. No que acredito? Que saúde está ligada ao indivíduo ser protagonista de sua vida, ser ativo, ter voz e identidade, assim, pode até ter a opção de não se relacionar com o outro, mas isso parte de uma escolha sua e não de uma imposição de comportamento, um molde que ele entende que é assim, sem espaço para sutilezas, sentimentalidades, afeto e um brilho ou individualidade qualquer. Tenho me perguntado o que poderia ser subversivo neste local. Ainda não sei, coisas que parecem velhinhos com máscara em macas no corredor, briga de funcionários, um prédio de gente se defendendo para não ver que tem muita coisa errada e que todos fazem parte disso não é fácil.
Talvez eu compre uma rabeca!
Marcos Camelo / Totó Maravilha!
Saúde pra dar e vender!
Tudo novo! Sim, este fim de ano foi uma verdadeira surpresa, conheci me perdendo dentro do Hospital Salgado Filho, ele e suas escadas, elevadores, trens enfim tudo e muito mais - o 457 que o diga. E no meio de tudo isto eu e o grande Provisório me orientando, de como me portar em tão grande e variado hospital e para onde ir. E me apresentou várias mães, crianças, pais e enfermeiras. Mas a que vou falar agora, sem citar nomes, ela tem uma forma de agir peculiar, aliás ela ia adorar a palavra peculiar, é a cara dela. Parece dura, mas não é. Parece que está com raiva e se diverte. Quer saber de tudo e não é fofoqueira. E fica oferecendo coisas da geladeira tipo H2O, isso mesmo e o Provisório sempre bebe. Agora ela já me conhece, já falamos de cabelo, número de crianças - de tudo ou quase. Sim, porque no dia que ela souber ou suspeitar da moça do CTI e o Provisório,... não quero nem estar perto do Méier.
Relatório Setembro Suíno Outubro Primaveril 2009
Por Dr. Provisório (Kadu Garcia) e Dr. Invólocro (Cesar Tavares)
Caros Salgados e Salgadas,
Depois do rebanho suíno que invadiu os leitos do nosso querido Salgado, pudemos, mais precisamente no dia 15 de Setembro, voltar de corpo e alma, nariz e beleza, cabelo e falta dele, para nosso ofício besteirológico. Sim, sentimos falta, assim como vocês também sentiram e isso nos foi revelado nos abraços e beijinhos e carinhos sem ter fim quando do nosso retorno nossos colegas assim nos receberam enchendo nossos corações de felicidade.
Bem, é sempre bom reforçar que Dra. Batuca continua a amamentar a pequena Batuquinha e que por hora Dr. Invólucro permanece a me acompanhar nas sagas vividas por nós, Doutores Palhaços. Sagas essas geradoras de vitórias e finais felizes. O que nos espanta é que ás vezes nossos pacientes são os responsáveis pelo “... e viveram felizes para sempre!”, pois que Dr Invólucro e eu temos tido dificuldade de adentrar as enfermarias visto que somos homens de porte, com grande bagagem p-r-o-f-i-s-s-i-o-n-a-l-, que fique claro, e portanto se só um lado da porta se encontra aberto, os dois ficam entalados. Pasmem, pois quem me salvou de um desmaio já que Dr. Invólucro não tem cabelo mas tem... é... aquele... é... o cheiro... é... ali na região do... abaixo do ombro... enfim, para bom entendedor meio desodorante basta... Voltando ao caso, um pequeno paciente, diante daquela imagem: Dr. Invólucro quase chorando, pois pra tudo chora e eu ficando vermelho pimentão de tanto que prendi a respiração por causa do odor já citado, o pequeno paciente pára diante de nós, olha para cima em direção aos nossos olhos desesperados e grita: “é só abrir a outra porta...!!!” E quando enfim conseguimos seguir as instruções perfeitas do pequeno paciente, nossos corpos foram lançados para o centro da enfermaria, podendo eu voltar a respirar e o Doutor Chorão parar de chorar.
Aproveito a deixa para passar a palavra para o chorão!
Invólucro, engole o choro e escreva.
Ué, chorão? Eu Invólucro? Não, espera ai.
Deixe explicar. Na verdade é tudo muito novo para mim. Sim, este belo e lindo corpo e rosto que são meus, ainda não se acostumaram a este belo e lindo Hospital e suas belas e lindas pessoas, que ainda são um presente a cada novidade.
Sem contar da minha mais nova parceria o Doutor Provisório (apesar de velho) no hospital, isto sim é médico, só anda de bermuda, cabelos penteados (no seu estilo), e um sorriso incomparável. Presença marcante nas enfermarias, só não gosta de abraços, sim, pois todas as vezes que vou abraçá-lo ele coloca as mãos no nariz para disfarçar e sai de perto. Mas é isso, cada um com suas manias, o que acho estranho nele é que outras pessoas ele abraça, mas... É profissional admirável.
Bem, depois de longas férias... (vire a página)
Voltamos com todo o gás, é verdade (percebi pelo aroma que deixamos no ar). Só que agora iremos todas as terças-feiras no hospital, sim, para deixar um gostinho de saudades e quero mais, que às vezes é bom para nosso ego, e é o dia da minha aula de “caligrafia para médicos”. Mais isto de forma provisória. Não é Doutor Provisório!
Neste meio tempo posso cuidar do meu cabelo, que está impecável, lavar as roupas e talvez tomar um banho, digo talvez por que de quinze em quinze dias que tomo para não estragar a pele. Isto é uma dica de beleza.
Se mais delongas é um prazer conhecer o famoso Hospital Salgado Filho, os seus freqüentadores e todos que trabalham nele, as escadas e elevadores do hospital, enfim o Méier como um todo.
Como diria minha avó: “De grão em grão, eu te direi quem és”.
E já que estamos na primavera chuvosa caminhando para o verão:
“O sol há de brilhar mais uma vez,
A luz há de chegar aos corações,
Do mal será queimada a semente,
O amor será eterno novamente...!”
Nelson Cavaquinho e Elcio Soares
Relatório Junho - Hospital Salgado Filho
Acredito que estejam curiosos ou estranhando ou achando cafona o subtítulo intitulado “Mês de Luz”. Mas logo entenderão, pois os luminosos temas centrais deste relatório que inicia seu relato junino - Anarriê! – é: a luz dada pela nossa já saudosa Dra. Batuca, e a luz que chegou ao Salgado através de um complexo cérebro incluso numa careca protegida por uma cabeleira comprada com nota fiscal e tudo para clarear nossas dúvidas médicas, cujo proprietário, de tudo isso já citado, recebeu de sua mãezinha o nome de Invólucro.
Comecemos pela primeira luz!
Dra. Batuca, após um período de contratações e respirações “gatinho” – aplicados pelo gatão que vos escreve, acabou cedendo ao pedido de sua cria e no dia 18 iluminou um centro cirúrgico da cidade do Rio de Janeiro botando no mundo, uma pequena e doce Batuquinha cheia de charme, suingue e de belo sorriso. A única questão que ainda paira no ar é o PaIradeiro do pai dessa coisinha linda que nasceu. Nos chegou ao pé do ouvido que a Dra. Batuca iria a um programa de TV para clamar por justiça, solicitando testes de DNA no Reinaldo Giannechini, Rodrigo Santoro, Brad Pitt e, acreditem se quiser, na Ângela Ro Ro. Mas a fonte que nos cedeu tal informação não nos parece totalmente segura. De qualquer maneira, fiquemos atentos ao programas cujo tema seja: “Quem pariu Mateus que o embale, mas quem o fez também tem que comparecer.” Portanto finalizo essa primeira luminosidade junina – Olha a chuuuva! – desejando boa sorte a nossa queridíssima Batuca. Que consiga dormir bem as poucas horas que terá daqui pra frente, que entenda o quanto antes a língua falada pela sua cria, que haja fartura de leite em seus, com todo o res.. peitos e que a pequena Batuquinha faça uma linda caminhada por esse mundo de meu Deus! Amém!
Sigo pela segunda luz!
Esta, que invadiu os corredores e enfermarias do nosso querido Salgado para ocupar o lugar da nossa maternal colega. Como já esclarecido, seu nome é Invólucro. Crânio, gênio, profundo mestre das medicinas criadas pelos Doutores Palhaços nos primórdios. Um perfeito conhesenhor, quer dizer, conhecedor de técnicas usadas nos hospitais construídos em pedras que habitaram as cidades “homosapiences”. Sim, meus caros leitores, Dr. Invólucro esconde em seu cérebro aquecido por fios de canecalon sabedoria histórica, préhistórica, paleolítica, ancestraolítca - e aqui aproveito para expor o privilégio que sinto ao tê-lo como parceiro. Por isso o cito neste relatório como a segunda luz junina – Olha a cooobra! – já que conosco desvendará mistérios que nem Hipócrates supunha existir.
E é com poesia que finalizo este relatório junino – É mentiiira! – saudando a chegada da pequena Batuquinha e do velh... Valioso Dr. Invólucro:
“Ser criado, gerar-se, transformar
O amor em carne e a carne em amor; nascer
Respirar, e chorar, e adormecer
E se nutrir para poder chorar
Para poder nutrir-se; e despertar
Um dia à luz e ver, ao mundo e ouvir
E começar a amar e então sorrir
E então sorrir para poder chorar
E crescer, e saber, e ser, e haver
E perder, e sofrer, e ter horror
De ser e amar, e se sentir maldito
E esquecer tudo ao vir um novo amor
E viver esse amor até morrer
E ir conjugar o verbo no infinito...”
Vinicius de Moraes
(O verbo no infinito)
Dr. Provisório, Dra Batuca, Batuquinha e Dr. Invólucro.
Relatório Federal de Abril 2009
Olá caros e baratos ouvintes, ou leitores, melhor dizendo, este é o nosso relatório que relata.
Doutores Palhaços tomam doses de avião e viajam!
Os quatro palhaços viajantes – Tótó, Leonoura, Nena e Invólocro – seguiram numa aventura de dar inveja! Vão circular o Brasil com o espetáculo “Inventário”. A peça conta as estórias vividas pelos Doutores Palhaços nos hospitais.
“Pois é...
Estamos agora em Chapecó - oeste de Santa Catarina.
Fazemos apresentações todos os dias da semana pra uma platéia de 400 pessoas aproximadamente. Estamos cansados e felizes por passar por tanta cidade, conhecer tanta gente.
Depois da peça tem bate papo e sempre tem grupos que fazem um trabalho “igual” ao dos Doutores Palhaços em hospitais. Na sequência vem a pergunta:
- Como vocês fazem para atuar num hospital? Tem alguma dica para dar?
Ficamos pensando...
O nosso jeito de atuar diz respeito ao jeito de cada um de nós... (Tem como comparar o Provisório com o Invólocro? A Cucaracha com a Batuca?)
O que o grupo tem em comum é a dedicação e a pesquisa continuada sobre a linguagem do palhaço, seu ofício, e a busca por uma escuta refinada com os hospitais parceiros.
Se eu disser a um médico cirurgião:
- Eu também sou cirurgiã e gostaria de fazer um transplante num paciente. Você poderia me dar uma dica?
Vixe! Coitado do paciente!
Já estão batendo aqui na porta. Hora de sai para Concórdia!”
Enquanto isto em Vila Isabel, no HUPE, o Pedrão,a Ernesta Dr. Shei-lá nos relata na lata sobre as visitas com os pacientes no HUPE:
“... a cada dia tem ido um doutor novo a acompanhar-me, um verdadeiro rodízio de apresentações e procedimentos, por sinal desastrosos! Estão em fase de teste e eu, Dr. Shei lá , os estou testando. Alguns já estão manifestando suas opiniões e preferências e os outros se quiserem podem se manifestar... Eu escuto, ouço, porém no fim das contas quem vai decidir sou eu, pois a paciência do dia a dia será minha mesmo! Enfim...
Tem o Dr; Adamastor com sua sábia bobeira e cavaquinho que só toca músicas infames, tem o Dr Simplício, já conhecido que arrasa corações com seus cambitos finos e listrados, como perninhas de Aedes (aquele musquitim perigoso da dengue) e Dr. Troty, com a lancha que traz nos pés, seu largo abdom... Conhecimento, seu apetite voraz a todos os almoços de pacientes e seu violãozinho que não para de tocar!!!. Desculpe senhores, ele não se toca!! Pra terminar, teve também o Dr. Inácio, que parece que não apareceu mais pois ouvi reclamações que ele estava perdido sem saber se estava ali pra comer a comida dos pacientes, para se consultar sobre sua queda de cabelos e ainda perguntando a todos os residentes aonde eles tinham estudado, se na Gama, na Estácio ou na Veiga! Vê-se pode! E quanto a mim, só tenho a dizer uma coisa: EU NÃO ESTAVA GRÁVIDA! EU NÃO SOU A CUCARACHA, MEU CABELO É A ÚNICA SEMELHANÇA COM A DRA JÁ CITADA, E QUE MEU NOME É SHEI-LÁ, QUE COISA SHATA, QUE SHACO!!!!!!!!! Ai, pronto, falei! ...
Não é nada pessoal, tá pessoal?... Bem, até o próximo!!”
Dr. Shei-lá
Próxima parada: Gamboa! Viagem numa boa!
“Os Doutores Inácio Isvarovisqui e Simplício do Hospital dos Servidores do Estado foram servidos por muitos feriados neste mês de abril. Eles viajaram muito muito para a Gamboa. Eis aqui o diário de bordo deles:
Abril. Fechou. Abril. Fechou. Abril Fechou. Abril foi um mês GLICOSADO de tão bom. Teve feriado, muita revista de mulher... mulher ... mulher maquiada pela Dona Avon. Dr. Inácio Isvarovisqui quer se casar com essa tal de Dona Avón, rica, cheirosa, gostosa, uiuiui! Já o Dr. Simplício questionou se ela não tinha idade mais próxima com seu Avôn.
Fora isso, em Abril tivemos muito feriado, e muita fofoca! Não de nossa parte, quem disse isso foi a paciente Suellen da pediatria que não para de passear fofocando com a Vitória pelos corredores, pra lá pra cá pra lá pra cá pra lá pra cá pra lá pra cá pra lá......... E por falar em corredor, ele não tem corrido, tem ficado lá, cabisbaixo, paradão, porém quem não ficou parada foi a Dra Camila, pois nesses dias ao chegar no hospital com bafo de cana, escorregou, caiu e bateu o pandeiro no chão. Dizem as más línguas que ela estava anestesiada (do samba da noite anterior), mas ela jura que o chão estava molhado. Também com seu sapato-cobra, não dá para ficar em pé! Cobra venenosa...
Resultados de pesquisa científica do mês Abril Fechou no HSE:
1º
Camila e Camile começa com k de kasadas (pesquisa encerrada )
Jô e Jamile começa com g de gatas (pesquisa em andamento, vamos aprofundar mais, talvez um Caso Clínico para o Dr. Simplício, mas que possa resultar num relacionamento mais sério).
2º
Após trabalharmos intensamente no feriado, descobrimos enfim, a DEXA!!
A DexametaZona, é uma zona do Texas. Zona relacionada a geografia, que fique bem claro. Façam suas reservas em vão curtir o cóide!!”
CURSOS DA PEDIATRIA NO HSE
Já estão rolando os cursos na Pediatria do HSE. São eles:
Emergências Pediátricas. Dermatologia. Reumatologia. Neurologia. Endocrinologia. Dias: Quintas e sextas. A coordenação é do Dr. Gil Simões Batista, Mônica Soares e Gláucia Macedo.
Inscrições e informações – 22913131 ramal 3373
Dr. Adamastor com Dra. Batuca e Dr. Provisório dando uma geral por Bonsucesso.
“Pois é, Dr. Invólucro foi viajar o Brasil com a peça “Inventário”. Bem sei que está também aproveitando para distribuir galanteios e novas conquistas, comendo comidas típicas e bebendo caipirinhas com frutas da região.
Eu, pra variar, fiquei trabalhando no HGB! Não bastasse a labuta diária, recebi o redondo acompanhamento de Dra. Batuca (7 meses de melancia) e Dr. Provisório (período de gestação ainda não identificado). Os meus colegas de profissão me ajudam a identificar naquele complexo de prédios onde fica cada coisa.
Como chegar à hemodiálise e urologia, aonde ficam as veias e as velhas e, principalmente, qual é o caminho do almoço.
Estamos nos ambientando distribuindo muitas dosagens musicais que já dão profundo resultado: Nosso paciente Ricardo incorporou a dança do Dr. Invólucro, melhorando sua performance em 1.000%. Outro paciente, o João Victor, se emociona quando ouve o Bole-Bole... Conquistas médicas importantes.
As mães ainda não sabem se preferem Rock, funk ou pagode. Eu, cá pra nós, prefiro hinos: “Uma vez flamengo...”
Despeço-me e não prolongo-me,
Dr. Adamastor
Notícias salgadas do Salgado Méier!
ATENÇÃO! ATENÇÃO!
Renomados besteirologistas do Salgado Filho, Dr. Provisório e Dr ª Batuca, procuram atenciosamente o responsável pelo desenvolvimento irrefreável da barriga da Drª Batuca.
Algumas hipóteses para este fenômeno estão sendo pesquisadas:
1 – a convivência com Dr. Provisório
2 – um suco de melancia, que não foi coado, consumido por Drª Batuca nos arredores do Salgado Filho – suspeita-se que as sementes consumidas possam ter se dilatado na barriga da Batuca.
3 – o autor de uma carta recebida por Drª Batuca logo que chegou ao Salgadão. A mensagem possuía o seguinte conteúdo:
Te amo, te amo, é minha canção/e aqui começa o desatino/te amo, te amo meu pulmão, te amo minha videira, e se o amor é como o vinho/ és minha predileção/desde as mãos até os pés: és a taça do depois/ e a garrafa do destino./Te amo pelo direito e pelo avesso /e não tenho tom nem tino / para cantar-te minha canção, / minha canção que não tem fim. / Em meu violino que desentoa / te declara meu violino / que te amo, te amo minha violoncela,
minha mulherzinha escura e clara, / meu coração / minha dentadura, / minha claridade e colher, / meu sal da semana escura, / minha lua de janela clara.
Assinado: P.N.
Estamos divulgando este caso, pois suspeitamos que Drª Batuca possa explodir a qualquer momento. Solicitamos urgência caso saibam de alguma informação para contribuir na nossa investigação.
ÚLTIMA PARADA: A AZEITONA DO FUNDÃO!
Caros colegas e pacientes e familiares e auxiliares, enfim, TODA EQUIPE ippmgeniana, segue o perfil deste fruto ainda verde que anda circulando pelos seus corredores e enfermarias às quintas feiras, acompanhada do velho conhecido Dr. Adamastor. Para que a conheçam melhor e possam tecer suas roupas e opiniões, abaixo estão algumas perguntas respondidas por ela num patê-papo descompromissado. Elas revelam o íntimo desvendado de Azeitona: Brilhante intenso, como creolina. Só esqueci de perguntar se é com ou sem caroço... rsrs
Entrevistadora e comentarista: Dra Shei-lá.
Deleitem-se:
NOME: Azeitona
SOBRENOME: de Oliveira
PROFISSÃO: Médica bobóloga, besteirologista estagiária, psicóloga, encantadora de cavalos, nutricionista de minhocas (especializada na alimentação daquelas que ficam na cabeça, de madrugada), astrofísica, terapeuta holística e bolhística, phd flatologista (ciência que estuda os flatos-puns, traques, futes e afins), cabeleireira, manicure, bundalelêgista, e médium vidente, olfatente, paladarente e tatente (em todos os sentidos), cantora e secretária bilíngüe.
PERFIL: Perfeito. Nariz pequeno, maçãs delineadas, boca carnuda, cílios penteados. Cabelo moderno, com pioliporto e avião particular estrategicamente localizado no cucuruto para que se sintam livres os parasitas, que sempre voltam por afinidade.
SONHO: De valsa.
QUEM LEVARIA PARA UMA ILHA DESERTA: Doutor Adamastor. Levaria, deixaria lá e voltaria nadando rápido...
MELHOR LEMBRANÇA: Era uma manhã de quinta-feira. Eu esperava por ele de roupa amarela. O vento balançava meus cabelos e... Esqueci o resto... Peraí, tá na ponta do cérebro... Ai... E então... Poxa vida, me escapoliu... Falei disso um dia desses, caceta de agulha!!!!!
FILME: Rambo (me identifico)
COMIDA PREDILETA: Quentinha do IPPMG, de preferência a dos outros... Quando vem com carne moída, então, eu fico maluca!!!
UMA FRASE: "Gianeccini,eu só te usei, pára de ficar ligando lá pra casa, que eu já estou ficando com implicância!!!!"
Próxima parada! Maio de 2009!
Relatório Março - Hospital Municipal Salgado Filho
Pela primeira vez, estamos eu e Batuca, Batuca e eu, organizando nossas palavras ainda embaralhadas com nossas tantas emoções diante desse início de convivência com corredores, colegas, pacientes, acompanhantes, paqueras, enfim, desse novo hospital que ocupa duas vezes por semana nossas vidas besteirológicas: Salgado Filho! Essa organização se faz necessária, pois aqui relataremos o que por nós será relatado. Portanto, tarefa relatatória-poética-registrativa!
Começaremos por ele mesmo. O começo!
Cadê eles! Cadê eles! Cadê eles!
Sim! Já não mais circulam por vossos corredores os Drs. Adamastor e Inácio Istravinsky... Não, é Ivanovichisky. Não, Ismirnof Ice! Não, é Is... Is... Is...quici!
Como vocês já puderam notar, agora circula pelas enfermarias, emergência e UTI pediátricas, uma dupla mais corpulenta, mais carnuda, de peso mesmo! Dra. Batuca e Dr. Provisório estão à frente dos novos procedimentos da Besteirologia Carioca. E sinceramente, felizes e excitados – na medida certa – com tantas novidades, descobertas, revelações, encontros, futuras possibilidades de paix... Parcerias etc!
Portanto, que fique declarado aqui nesse primeiro relatório nosso muito obrigado pela acolhida, carinho, abraços e beijinhos sem ter fim! E fica a promessa de estarmos sempre prestes a retribuir tal generosidade com casa, comida e jaleco lavado a quem interessar possa!
Impressões desse primeiro mês Salgadence!!!
A comida é gostosa! Fato importante para uma dupla como nós! Afinal, somos três na verdade, pois minha parceira Batuca está gerando uma batuquinha na barriga. E para as que já se apaixonaram por mim - o que é totalmente entendível - não se preocupem. Não é meu.
Ainda no quesito comida! A fila! Já estamos de olho nos “furafila”!
O elevador é grande e em breve faremos uma festa chamada “sobe e desce no Salgado!”
Nossas colegas do sexto andar são cheias de estilo o que faz bem para meus olhos e muito bem para que a Batuca possa entender a diversidade de mulheres de bom gosto. Já teve a estilo “africana”, a estilo “Safári”, a estilo “uso uniforme mas não vim ao mundo a passeio” e tantas outras que bailam pelos corredores, amém!!!
Nosso consultório fica ao lado da primeira enfermaria, com suíte, ar, beliche, vista para o verde e está aberto a visitações.
Estamos evitando o trem para que não cheguemos ao hospital precisando de atendimento.
Salgadences! É tudo isso e mais um pouco que vira no próximo!
Viva o encontro! Viva nosso encontro! Viva Salgado Filho e Doutores Palhaços!
Em breve, novas palavras! Mas aqui já cito o Abril:
O grande poeta Vinicius de Moraes:
“As cores de abril... Os ares de anil... O mundo se abriu em flor e pássaros mil nas cores de abril voando e fazendo amor. O canto gentil de quem bem-te-viu... O canto desolador. Não chora – me ouviu! Que as cores de abril não querem saber de dor. Olha quanta beleza, tudo é pura visão. E a natureza transforma a vida em canção. Sou eu, o poeta, quem diz. Vai e canta, meu irmão. Ser feliz é viver morto de paixão.”
Salve!
Dr. Provisório e Dra. Batuca.
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